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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

BLITZ NO ATERRO



 
A abertura das pistas do Aterro do Flamengo propiciou aos cariocas trafegar em alta velocidade. O elevado número de acidentes neste local, causado pela imprudência dos motoristas, fez com que a Imprensa exigisse providências do DETRAN.
Implantou-se, então, no Aterro do Flamengo, a Operação-Radar que registrou, no primeiro dia, mais de 200 infrações, além da apreensão de 20 carteiras de habilitação e 10 veículos. A Operação foi executada por homens do Grupo de Exames Técnicos do DETRAN, com auxílio de motociclistas.
A sequência de três fotos do Correio da Manhã mostra esta Operação-Radar em 1971.
Esta moça detida pelos guardas, em sua Lambretta ou Vespa (nunca sei quando é uma ou é outra), me lembra muito a Mirianluce, que conheci na casa de amigos nesta época. Era uma aprendiz de freira que andava por todo o Rio em sua Lambretta ou Vespa. Lembrava a “Maria”, do filme “Noviça Rebelde”. Tanto se parecia com ela que acabou desistindo de ser freira e tornou-se uma grande professora de Geografia, se não me engano. Mas lá se vão mais de 40 anos. Mas que parece ela, parece sim.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

EMBAIXADA DA GRÃ-BRETANHA


 
As fotos de hoje, do acervo do Correio da Manhã, mostram o prédio da embaixada da Grã-Bretanha no Rio de Janeiro. A primeira é do projeto feito em torno do ano de 1940 e a segunda é de antes da transferência da embaixada para Brasília.
Sir Donald St. Clair Gainer chegou ao Rio de Janeiro em 1944 para ser o novo embaixador da Grã-Bretanha. Foi durante o mandato dele aqui no Rio que se inaugurou o prédio da nova embaixada da Grã-Bretanha na Rua São Clemente nº 360, pois antes a embaixada funcionava na Praia do Flamengo nº 284 (mais antigamente ainda acho que a embaixada da Grã-Bretanha funcionou na Rua Municipal nº 4, atual Rua Mayrink Veiga).
O terreno para a construção da nova embaixada, de mais de 60 mil metros quadrados, foi adquirido em 1938, mas devido à Grande Guerra, a construção foi adiada, tendo sido feita no final dos anos 40, de 1947 a 1949. O local fica bem ao lado de onde era a embaixada dos Estados Unidos, no nº 388, onde funciona hoje a Escola Alemã Corcovado, junto a outras belas mansões daquele trecho de Botafogo.
O projeto foi do arquiteto escocês Robert Russel Prentice Dowling, que utilizou traços estilísticos de tendência neoclássica.
Em agosto de 1944, na sede da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa, realizou-se a recepção oferecida ao embaixador de sua majestade britânica e a Lady Gainer, comemorando a posse de Sir Donald Gainer no alto cargo de seu presidente de honra. Entre os presentes estava o Dr. Raul Leitão da Cunha, Reitor da Universidade do Brasil, Henry Lynch (proprietário de uma belíssima mansão vizinha à embaixada na Rua São Clemente nº 338), Ministro Figueira de Melo, Monsenhor Joaquim Nabuco, entre outras autoridades.
Depois da mudança da capital para Brasília, com o consequente deslocamento da embaixada para lá, o prédio acabou sendo vendido em 1975 para a Prefeitura do Rio de Janeiro, que ali instalou sua sede, o Palácio da Cidade.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

TELEFONE PÚBLICO




 
No início dos anos 70 era um problema conseguir falar nos telefones públicos do Rio.
Mesmo levando em conta que já havia melhorado muito, com a instalação de orelhões e cabines pelas calçadas, bem diferente do panorama dos anos anteriores, quando os poucos e deficientes telefones públicos ficavam dentro de bares.
Hoje em dia, com o advento dos telefones celulares, estes telefones públicos ficaram quase sem uso.
Fotos: acervo Correio da Manhã

domingo, 17 de setembro de 2017

DOMINGO NA BARRA


 
Neste domingo ensolarado e de temperatura agradável seria um bom programa ir à praia na Barra da Tijuca?
Há estacionamento farto perto da praia, carrocinhas de cachorro-quente na areia, alguns bares funcionando, vendedores de barracas e esteiras, uma frequência em número razoável.
O inconveniente é que ir de carro envolve alguns problemas como a altíssima temperatura dentro do carro na hora da volta, sujar o interior com areia, sentar molhado nos bancos, enfrentar engarrafamentos, aguentar o cansaço das crianças e, certamente, alguma reclamação da esposa.
Na época das fotos, início dos anos 70, ainda não havia que se preocupar com a Lei Seca e a cervejinha podia ser tomada sem problemas.
Fotos: acervo Correio da Manhã


sábado, 16 de setembro de 2017

DO FUNDO DO BAÚ: PARQUES DE DIVERSÃO


 
Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. E de lá saem estas duas fotos do Tivoli Park, que por anos esteve instalado nas margens da Lagoa, nas vizinhanças do Jockey Clube.
Os parques de diversão de antigamente eram uma grande atração no Rio. Dos existentes no Centro, perto do aeroporto, nas “Feiras de Amostras”, ao Parque Shangai, na Penha.
Havia outros, como o que era montado no Leblon, perto do Jardim de Alá, e um montado em São Conrado. Na Quinta da Boa Vista também havia. Ou o falido “Terra Encantada”, mais recentemente.
Para os adolescentes, ainda sem idade para dirigir, os carrinhos “bate-bate” eram o brinquedo preferido. Depois, o tiro ao alvo com espingardas de chumbinho ou com rolhas na ponta. As de chumbinho serviam para quebrar restos de louça e as de rolha para derrubar maços de cigarros.
Fotos: acervo Correio da Manhã

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

ÔNIBUS

1964 - Ônibus Estrada de Ferro - Gávea, o 138, era um taioba de luxo. Substituiu aqueles simpáticos bondinhos pardos que trafegavam pelo Rio, servindo de transporte misto: povo e carga. Antes mesmo de desaparecerem os bondes, os taiobas já haviam sumido de circulação: davam prejuízo, alegava a concessionária. Foram substituídos por este modelo.

1968 - Vemos o ônibus 433, Barão de Drumond-Leblon, numa Rua dos Arcos de aspecto deplorável. Múltiplos vazamentos, buracos, não só prejudicam o trânsito como expõem pedestres a banhos de água suja. O 433 era uma das opções de ônibus para se ir da Zona Sul para o Maracanã, via Túnel Novo e Lapa. As outras opções eram o 438, via Túnel Novo e Praça XV, e o 434, via pelo Túnel Velho.

1964 - Vemos o ônibus 446 Lins-Lagoa. Confesso que eu não lembro dele existido. Fazia um trajeto pelo Centro que passava pela Marquês de Pombal, Riachuelo e Lapa para então seguir para a Zona Sul. Os lotações Lins-Lagoa faziam ponto na Epitácio Pessoa, perto da Curva do Calombo, mas os ônibus não tenho ideia onde paravam.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

ONDE É?

Onde estaria o bonde “Freguezia”, nº 279, da linha 91? O trajeto era:
Estação de bondes de Cascadura - Ernani Cardoso - Largo do Campinho - Cândido Benício - Largo do Tanque - Geremário Dantas - Praça Professora Camisão.

Onde estaria o bonde “Ipanema – Túnel do Leme”, nº 2039, da linha 13? O trajeto era:
Tabuleiro da Baiana - Senador Dantas - Luís de Vasconcelos - Augusto Severo - Largo da Glória - Catete - M. Abrantes - Praia de Botafogo - Passagem - Gal. Góis Monteiro - Lauro Sodré - Túnel Novo - Prado Jr. - N. S. Copacabana - Francisco Sá - Gomes Carneiro – Visconde de Pirajá.

Onde estaria o bonde “Aldeia Campista”, nº 1806, da linha 69? O trajeto era:
 IDA: Praça Tiradentes - Constituição – Vinte de Abril - Praça da República (Bombeiros e Casa da Moeda) - Presidente Vargas (lado ímpar) - Praça da Bandeira - Mariz e Barros - Ibituruna - Gal. Canabarro - São Francisco Xavier - Barão de Mesquita - Pereira Nunes - 28 de Setembro - Visconde Santa Isabel - Barão de Bom Retiro (até a Pça. Malvino Reis). VOLTA: Barão de Bom Retiro – Barão de Mesquita e daí em diante trajeto inverso.
Acredito que haverá pouca gente no "bonde Clouseau" hoje, pois não está difícil a localização dos bondes.