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terça-feira, 21 de novembro de 2017

ONDE É?



 
Ontem o "Onde é?" não deu nem para a saída. Os "experts" logo descobriram os locais.
Vamos ver se hoje terão um pouco mais de dificuldade.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ONDE É?



Neste feriado chuvoso um "onde é?" relativamente fácil para os comentaristas do "Saudades do Rio".

domingo, 19 de novembro de 2017

CONDE DI LIDO










 
Hoje é aniversário do Eduardo Bertoni, o famoso “Conde di Lido”, o precursor da colorização das fotos do Rio Antigo. Foi uma grande novidade à época, seguida tempos depois por mestres nesta arte, como o Nickolas Nogueira e o Reinaldo Elias.
Para comemorar aí vão algumas das fotos colorizadas pelo Conde, figura agradabilíssima, impagável contador de histórias, ótima companhia (mesmo considerando as eventuais crises de narcolepsia, é claro). Que o nosso madrugador embaixador do Lido, renomado neurologista, rei da Abissínia, membro da Cúria Romana, amigo do Piazzola e do Papinha, mago do Photoshop, pai do Vittorio, continue a nos brindar com sua arte, seu humor, seus personagens, sua amizade.
Para a festa que se realizará nos salões do Copacabana Palace, diversos convidados  já confirmaram presença, entre eles o grande amigo Ahmed (primo do Xá da Pérsia), José Eugenio (companheiro de folguedos no Copacabana Palace), Catherine Deneuve (vizinha de porta em Paris),  o Cardeal Bertoni (chanceler do Vaticano) e  Paul McCartney (amigo desde aquela vez em que o Conde o viu saltar de um Rolls Royce para dar milho aos pombos de Trafalgar Square). Música somente a de outro inesquecível amigo, o Piazzola, de quem foi cicerone numa temporada no Rio. Toda a República do Lido, num imenso coral regido pelo Vittorio, cantará o "parabéns para você". Dada a excepcionalidade do evento a direção do Copa cogita autorizar a entrada da "Anta Copacabanensis". Frascos de "Bertonyl" serão distribuídos gratuitamente para ninguém esqueça nenhum detalhe da festa. Copacabana vai tremer!
O JWBL rolará à vontade e o brinde final se dará com Dom Perignon Brut. Escravos núbios, do séquito do Rei da Abissínia, atuarão como seguranças e manobristas.
O Lido vai tremer!

sábado, 18 de novembro de 2017

FÁBRICA DA BRAHMA



 
Ontem, uma das fotos deixou dúvida sobre uma construção que foi identificada como a Fábrica da Brahma, na Rua Visconde de Sapucaí. Com a ajuda do Raul F. Souza e do JBAN, temos as três fotos de hoje que mostram a fábrica e a localização exata dela. Está, pois, confirmada a informação de que o prédio era mesmo o da fábrica.
Segundo conta Z. Brasil, a primeira fábrica da Cervejaria Brahma, localizada na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada em 1888, ainda no período imperial, e destruída em 2011.
Instalada no bairro do Catumbi, na Rua Visconde de Sapucahy, pelo imigrante suíço Joseph Villiger, o brasileiro Paul Fritz e Ludwig Mack com a denominação de Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia mudando posteriormente de nome para Companhia Cervejaria Brahma, que depois seria sucedida pela Companhia de Bebidas das Américas-AmBev, fusão das empresas Brahma e Antártica.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

RUA MARQUÊS DE SAPUCAÍ



 
Hoje temos 3 fotos da Rua Marquês de Sapucaí, antigas Rua Visconde de Sapucaí e Rua Bom Jardim. Começa na Rua da América e termina na Rua Frei Caneca.
A primeira foto é, provavelmente, da década de 40, e foi enviada pela tia Nalu. Este tipo de construção dominava a área (uma velha casa térrea, na direita um sobrado, e na esquerda um pequeno prédio com inspiração “art-déco”. Muito foi destruído na ocasião da construção do Viaduto São Sebastião, durante a gestão Negrão de Lima, embora algo tenha sobrevivido até a construção do Sambódromo, no governo Brizola, quando quase tudo foi abaixo. Nesta foto, na fotografia original é possível ler a plaquinha com o nº 171 na parede, na altura do pedestre. No pórtico da casa à direita se lê o nº 173. Se a numeração não mudou o trecho seria entre a Rua Benedito Hipólito e a Avenida Presidente Vargas.
Na parede lateral do imóvel à direita, há uma inscrição quase ilegível, mas que, usando recursos do Photoshop, talvez possa estar escrito “Fábrica de Cerveja”, na linha de cima, e “Brahma”, na linha de baixo. Também chama a atenção as janelas laterais do nº 173 dando para o terreno do nº 171. Aquele portão provavelmente protege uma servidão que leva ao nº 171 que deve ficar lá atrás, depois do prédio de nº 173. Mas há uma plaquinha na direção da cabeça do pedestre que, em alta, pode-se ler “171”.
 
A segunda foto, do acervo do Correio da Manhã, tal como a terceira, é de meados da década de 50 e mostra uma enchente na Rua Marquês de Sapucaí.
 
Já a terceira foto, de 1960, mostra obras da galeria da Rua Marquês de Sapucaí, vitais para o escoamento das águas pluviais que afetam as ruas Catumbi e adjacentes. À esquerda, o Café e Bar Amarante. À direita, o caminhão de entregas da Sanitária Águia.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

TRAULITADAS





 
Muitos acidentes aconteceram com os bondes no trânsito do Rio, como mostram estas fotos do acervo do Correio da Manhã.
Seja por, eventualmente, trafegar na contramão, seja por erros de cálculo dos motoristas, excesso de velocidades do próprio bonde ou dos “adversários” ou mesmo por barbeiragem dos motorneiros e motoristas, o fato é que não faltam fotos sobre essas colisões.
Na primeira foto o bonde atropela o automóvel.
Na segunda foto, de 05/02/1962, ao tentar ultrapassar o bonde nº 1733, da linha 9 - General Polidoro, no cruzamento das avenidas Mem de Sá e Visconde de Maranguape, o caminhão chapa 7-16-40, dirigido por Antonio Marcelino, residente à Rua Major Freitas, abalroou o elétrico, arrancando-lhe a frente e ferindo o motorneiro Antonio Lourenço.
Na terceira foto, de janeiro de 1959, o bonde Piedade, da linha 77, foi abalroado por um caminhão.
A quarta foto mostra uma colisão do bonde nº de ordem 353, em 1957, com um ônibus “Papa Filas”.
Na última foto um bonde foi o causador da batida contra um caminhão.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

15 DE NOVEMBRO





 
Hoje, 15 de novembro, é feriado nacional pela Proclamação da República.
Para os fanáticos rubro-negros o motivo poderia ser também o aniversário do Flamengo.
As fotos de hoje mostram minhas carteiras de sócio, desde os anos 50, como “aspirante”, depois como “proprietário” e, finalmente “remido” (após 50 anos de vida associativa).
Na adolescência, ao lado de Alex Molina, Sueli Martelotti e Oswaldo Aranha Neto, fiz parte da “diretoria mirim” do Flamengo. Tivemos até uma foto publicada na primeira página do “Jornal dos Sports”, tendo ao fundo a estátua de Gilberto Cardoso, no estádio da Gávea.
Reproduzo o que era a Gávea naquela época: “A portaria era em frente à Praça N.S. Auxiliadora pois não havia a Rua Gilberto Cardoso - a Favela do Pinto ficava colada no terreno do Flamengo.
Logo após a entrada, à esquerda ficava o velho ginásio, sob a arquibancada do campo de futebol. Ali assisti a jogos de basquete do espetacular time do Algodão, do Waldir Boccardo, do Godinho, treinado pelo Kanela. No time feminino destacavam-se a Norminha, a Angelina, a Luci, a Didi. Também o vôlei era imperdível, com o Lucio, o Feitosa, o técnico Sami Meliskhi, além do Jonjoca, que foi meu técnico no juvenil. E o time feminino comandado pela Leila, Norma Vaz, Marina, Rosinha O´Shea.
À direita da entrada ficava a Gerência, com o "seu" Nelson e o Jarbas (antigo ponta-esquerda da década de 40). Logo após o pequeno bar e restaurante, tendo em frente uma quadra de futebol de salão, onde jogávamos com o Antonio Henrique Bria e o "Pelé", que se transformaria no Paulo Cesar "Caju", que anos depois brilharia na seleção nacional.
Junto à favela ficava o Depto.Hípico, com os cavalos de salto. A maior estrela era o "Oiram", cavalo do campeão José Mário Guimarães. Em frente à portaria, a pista de bocha, comandada pelo Gandini. Do outro lado da quadra o Depto. Médico, com os Drs. Paulo San Thiago, Madeira e Pelosi, os massagistas Luiz Luz e Luiz Borracha (antigo goleiro).
O campo de futebol não tinha alambrado. Acompanhávamos os treinos: físicos e técnicos, às terças e quintas, "coletivos" de titulares e reservas, às quartas e sextas. Ficávamos atrás do gol devolvendo as bolas G-18 que caiam na "geral".
Numas salas do 2º andar do ginásio havia a sede dos escoteiros, chefiada pelo Betim Paes Leme. Não havia a Rua Mario Ribeiro e o terreno do Flamengo ficava colado no do Jockey. Desse lado ficava o vestiário do futebol, com seu inconfundível cheiro de éter e cânfora, além do ruído das chuteiras no chão de cimento. Para um menino era fantástico ver passar os craques da época, como Dida, Indio, Evaristo, Zagalo, Joel, Dequinha, Rubens, Moacir, Pavão, Tomires, Jadir, Jordan e tantos outros. Em volta do campo treinava o campeoníssimo do atletismo José Teles da Conceição e o fundista Sebastião Mendes.
A memória trouxe nomes que encontrava sempre como Fadel Fadel, Hilton Santos, Helio Mauricio, Ivan Drumond, Aristeu Duarte, delegado Jarbas Barbosa, Batista (gerente da Casa Meira), Martelotti (que tinha um restaurante na Visc. de Pirajá, ali perto do Astória, acho que chamado “Velho Pescador”), Miceli (sua filha Luiza Helena foi uma atleta de destaque), Ox Drumond.
Lá perto da Lagoa, a garagem do remo, com o amigo de meu pai, o Buck (que quase me "matou" quando foi meu técnico).
Por onde andarão meus colegas Oswaldo Aranha, Alex Molina e Suely Martelotti, da "diretoria mirim"?
Saudades dos jogos dos juvenis, com o time campeão formado, entre outros, por Edmar, Adilson, Norival, Clair, Gerson (que foi, anos depois, campeão do mundo), Beirute, Manoelzinho, Germano (que casou com uma condessa e foi para a Itália), do Carlinhos.
Gávea do Mauricio Farah, funcionário que mais tempo trabalhou no Flamengo, e que morreu esta semana. Do “Galo” rememorando os jogos da primeira metade do século XX, do Aristóbulo, do “seu” Pereira (sempre de terno branco acompanhando todos os jogos de juvenis), do Edgar (da “comissão do muro”, que levou anos para cercar o terreno do Flamengo).
Todo 4 de Julho a Embaixada dos Estados Unidos fechava o clube para uma grande festa para a colônia americana. Só uns privilegiados conseguíamos entrar nesse dia para aproveitar Coca-Cola e sanduíches de graça, além de ver os fogos de artifício ao final.
A sede do Flamengo era pouquíssimo freqüentada nessa época e conhecíamos todo mundo. Explorávamos, em brincadeiras de "polícia-ladrão", todos os espaços sob a arquibancada. Durante os treinos íamos para as modestas cabines de rádio e fingíamos irradiar a partida. Nos domingos chegávamos cedo, para assistir aos jogos dos juvenis, que começavam às 9 horas.
Não havia o conjunto de piscinas. Aproveitávamos o espaço livre para jogar bolinha de gude e soltar pipa. Depois, nos anos 60, com a retirada da favela, a abertura da Rua Mario Ribeiro (que deslocou o campo de futebol algumas dezenas de metros para longe do Jockey), a abertura da continuação da Av. Borges de Medeiros (com o deslocamento da garagem de remo para o local atual), a construção do complexo de piscinas e do vizinho condomínio Selva de Pedra, tudo mudou.”