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quinta-feira, 22 de junho de 2017

ENCHENTES





Definitivamente nossos políticos nos consideram a todos uns idiotas. Após o caos instalado no Rio por conta das chuvas de anteontem o Sr. Prefeito disse que “a cidade passou bem pelo teste”. Já o Sr. Secretário de Ordem Pública afirmou que não avisou à população do que estava por vir “para não causar pânico”.
 
Fico imaginando o que eles diriam em casos de um furacão, de um incêndio de grandes proporções ou algo semelhante...
 
E o descaso vem desde sempre, como bem sabemos. Obras de infra-estrutura como manutenção preventiva raramente são realizadas. As enchentes em caso de qualquer chuva, às vezes até de média intensidade, causam os alagamentos costumeiros, com grande transtorno para a população.
 
A primeira foto de hoje, do Correio da Manhã, mostra um fusquinha enfrentando bravamente um alagamento em Copacabana, na Rua Tonelero, em 1967.
 
A segunda foto, de Evandro Teixeira, é famosa e mostra a enchente da Rua Jardim Botânico em 1988.
 
A terceira foto, de Bippus, é da enchente na Rua Senador Vergueiro no início do século passado.
 
A quarta foto é na Rua do Senado.
 
E vamos parar por aqui por falta de espaço para tantas fotos semelhantes.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

INSTITUTO DE HEMATOLOGIA


Foto do acervo do Hemorio mostrando a primeira sede do Instituto de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti. Foi inaugurada em 25/11/1944, em um prédio de estilo neoclássico, à Rua Teixeira de Freitas, na Lapa, na administração do Prefeito Henrique Dodsworth. Desde sua fundação e por muitos anos foi dirigido pelo Dr. Arthur de Siqueira Cavalcanti.
 
Foi um dos pioneiros bancos de sangue no país e, desde aquela época, apresentava características de hemocentro devido à distribuição de hemoderivados aos hospitais de emergência. Realizava campanhas sistemáticas de doações voluntárias de sangue para os nosocômios municipais, com a única finalidade de se manter sempre em estoque reservas de sangue para casos de emergência.

Em 1956, a partir de debates iniciados na gestão do Prefeito João Carlos Vital em 1952, o Banco de Sangue foi transformado no Instituto de Hematologia. Três anos depois, após cessão de área obtida pelo Hospital Pedro Ernesto, foi instalado o Serviço de Hematologia com internação hospitalar.
Em 1969, foi concluída a obra do novo prédio em um terreno desapropriado ao lado do Hospital Souza Aguiar e o hospital passou a se chamar Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (HEMORIO). Sete prédios da Rua Frei Caneca foram desapropriados para a construção do novo edifício que teria um subsolo e onze pavimentos, seis dos quais destinados à parte industrial para a preparação do plasma sanguíneo. Um andar para hospitalização com 36 leitos, uma parte completa para o doador de sangue, serviços de radiologia e radioterapia, parte cultural composta de biblioteca, salas de aulas e auditório, apartamentos para médicos e, no último andar, um biotério de animais para testes de laboratório. O projeto ficou a cargo do arquiteto Flavio G. Barbosa e do engenheiro Rui de Sousa Leão.
As novas instalações permitiram passar de 30 para 50 toneladas de sangue disponibilizadas anualmente para os hospitais. A grande vantagem do novo Instituto de Hematologia é que com ele a Secretaria de Saúde entrou na linha propriamente industrial que permitirá a auto-suficiência do fornecimento de todas as substâncias isoladas de sangue, o que o Estado ainda não havia conseguido, inclusive a gamaglobulina, o fibrinogênio e a albumina.

terça-feira, 20 de junho de 2017

HOSPÍCIO SÃO JOÃO BAPTISTA DA LAGOA


A foto de hoje mostra o Hospício de São João Batista da Lagoa em 11/10/1901, em foto de Malta, do AGCRJ. Esta foi a primeira enfermaria criada pela Irmandade da Misericórdia para responder à imposição do Governo Imperial. Este hospício foi inaugurado em 1852 e destinava-se a atender à população pobre das freguesias de Botafogo e Copacabana. O edifício foi construído na década de 1880 e ampliado na década de 1920. Transformou-se no Hospital São João Batista da Lagoa, onde funcionou também uma maternidade. Pelo que pude apurar o Hospital ficava na Rua da Passagem, mas não sei exatamente em que trecho.
 
Curiosidade: o “CORREIO DA MANHÔ de 10/11/1930 noticiava o movimento de outubro no Hospital São João Batista da Lagoa:
“O movimento de enfermos deste hospital, mantido pela Santa Casa de Misericórdia, foi o seguinte:
Existiam 76; entraram 112; saíram 104; falleceram 4; ficaram 80.
Nacionalidades: existiam 63 nacionaes; 16 estrangeiros; saíram 89 nacionaes; 15 estrangeiros; falleceram 4 nacionaes; ficaram em tratamento: 86 nacionaes; 14 estrangeiros.
Creanças: existiam 31; entraram 60; saíram 57; falleceram 7; ficaram 27.
Ambulatório attendeu 2.151 consultantes e a pharmacia aviou 2.027 receitas; foram praticados 219 curativos e 5 pequenas intervenções cirúrgicas; foram aplicadas 245 injecções de nº 914”.
 
NOTA: Com a descoberta do Treponema pallidum como agente etiológico da sífilis em 1905 por Fritz Schaudinn e Erich Hoffmann, desenvolveram-se estudos experimentais contra tripanossomas e espiroquetas. Em 1909, um bacteriologista japonês, – Sahachiro Hata, foi trabalhar com Erlich em Berlim e após experimentação de quase 3.000 compostos determinou o nº 606 como sendo o mais potente e seguro, sendo lançado na Alemanha com o nome de Salvarsan. Em 1913 Erlich recebe o Prêmio Nobel e lançou outro derivado arsenical que se chamou Neosalvarsan ou nº 914. Comercialmente denominado também de Novasernobensol, Neoarphesnanina, Acetilarsan e outros. Todos esses medicamentos eram derivados com pequenas variações, do arsênico.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

BELVEDERE DO GRINFO




O local das fotos de hoje é conhecido e familiar, muitos conhecem, outros já pararam aí, mas as informações são poucas. Vemos o Belvedere do Grinfo. Quem é o autor do projeto? Qual a data exata da inauguração? Desde quando está abandonado? Qual é o seu futuro?

A primeira foto do Belvedere da Estrada Rio-Petrópolis é do acervo do Rouen. A arquitetura desta construção é a conhecida como “pé de palito”.  Construído no final da década de 50, o Belvedere fica no km 89 da rodovia, na pista sentido Rio de Janeiro. O Belvedere foi inaugurado na década de 1960 para sediar um restaurante, o Disco, logo após a abertura da nova pista. Na época o restaurante era bastante movimentado, quase uma parada obrigatória para quem trafegava na Rio-Petrópolis. Consta que D. Helena Pavelka, durante certo tempo alugou este local para a excelente Casa Pavelka.

A segunda foto, de 1959, é do acervo da família Soares Leite, do ilustre, competente e saudoso obstetra Dr. Laércio. É dos bons tempos em que havia segurança para parar no Belvedere e apreciar a paisagem que se descortinava dali. Tinha tudo para dar certo, mas não deu. Lindo local, vista deslumbrante, farto estacionamento, infra-estrutura completa para restaurante, etc.

A terceira foto, do início da década de 70, é do acervo do desaparecido comentarista Manolo. Chegado há pouco ao Rio de Janeiro, apaixonado pelo Rio, explorava os arredores da cidade (reparem a moda da época com as calças “boca de sino”.

PS: o projeto lembra o MAC – Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, construído na década de 90 com projeto de Oscar Niemeyer.

sábado, 17 de junho de 2017

DO FUNDO DO BAÚ - CINZEIRO DO MOTEL PLAYBOY



Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. E, da coleção do caro Rouen Michelin sai este cinzeiro do Motel Playboy (reparem a sutileza dos macaquinhos no fundo do cinzeiro).
 
A famosa rua dos motéis da Barrinha, que pode ser vista na terceira foto, fez um sucesso danado nos anos 60 e 70. O Motel Playboy era um dos destaques embora tivesse o grande inconveniente de estacionamento comum e aberto. Ao sair ficava-se na porta esperando o manobrista trazer o carro, exposto aos que chegavam e saíam, com os braços cheios de “souvenirs”. Entre eles o famoso plástico do coelhinho para ser colocado no parabrisa  dos fusquinhas.
 
O “roubo” dos cinzeiros era prática comum, entre outros itens (alguns chaveiros também, segundo já relatou aqui conhecido comentarista).
 
Nos primeiros tempos o acesso aos motéis a partir da Zona Sul era pela Estrada do Joá e, depois da inauguração do túnel, descia-se à direita após sair do túnel pela Rua Maria Luiza Pitanga ou dava-se a volta pela ponte da Barra. O destino podia ser o Xá-Xá-Xá, o Playboy, o Praiamar, o Serramar (Estrada da Barra da Tijuca 1020 CETEL 399-0150), o Mayflower (o melhor de todos, na Estrada da Barra da Tijuca 281, CETEL 399-1669).
 
Nas vizinhanças, entre outros, o Barra Tourist (Estrada da Barra 220, CETEL 399-0306), Viña del Mar (Estrada do Joá 1489 CETEL 399-0608), Hollywood, Havaí, o eterno Dunas (até hoje na ativa), Orly, Scorpios, Summertime, Elmo, Tokyo, Seventy Seven, Holliday (Rua Arabutã 126 CETEL 399-0650), Praia Linda (Av. Sernambetiba 1430 CETEL 399-0362). Para quem queria ir mais longe havia o Calipso (Estrada do Pontal 399).
 
Muitas vezes, antes, havia um “pit-stop” nas boates como Flamingo e Macumba. Ou outras mais ordinárias e baratas como Polvo e Piscina. Depois podia ainda se dar uma passada no Dina Bar, Convés ou Tarantela.
 
OBS: todos as informações acima são “de ouvir dizer”, é claro. E o cinzeiro Monsieur Rouen comprou na feira da Praça XV.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

CONGRESSO EUCARÍSTICO





Continuando com o tema “Congresso Eucarístico” vemos na primeira foto a placa comemorativa do XXXVI Congresso Eucarístico, realizado no Rio em 1955 na área recém-aterrada onde hoje está o Monumento dos Mortos da 2ª Guerra Mundial, que foi afixada na porta de milhares de casas do Rio de Janeiro de então. Na casa dos D´, na Rua Barata Ribeiro nº 589, não foi exceção.
 
Como minha mãe me explicou na época que a placa significava uma proteção para a casa, logo imaginei que funcionaria como algo semelhante a uma das marcas dos anéis do Fantasma, de Lee Falk, publicado pela Rio Gráfica Editora. Como vocês bem se lembram, o Fantasma, que montava o cavalo Herói e tinha como bicho de estimação um lobo chamado Capeto, namorava a Diana Palmer, sobrinha do tio Dave, e morava na selva protegido pelos pigmeus Bandar chefiados pelo Guran, tinha dois anéis, um com a marca do bem, que aplicava nas pessoas e lugares que queria proteger, e o outro com a famosa marca da caveira que ele aplicava no queixo dos criminosos com potentes socos. Pois bem, a placa do Congresso Eucarístico foi presa com 4 pregos na parede da frente de nossa casa mas, um dia, um ladrão entrou no pátio e roubou uma de nossas bicicletas. Perdi totalmente a confiança na tal Congresso Eucarístico...
 
Na segunda foto alguns itens de recordação do Congresso.

Na terceira foto vemos o projeto do Congresso de autoria de Lucio Costa, com algumas alterações, embora a essência tenha se mantido, desenvolvido por Alcides Rocha Miranda, Elvin Mackay Dubugras e Fernando Cabral Pinto.
 
Na quarta foto, da revista Manchete, vemos melhor o local do Congresso apresentado ontem.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

CONGRESSO EUCARÍSTICO






Conforme nos conta Carlos Reis, em Brasil Revista, o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, que se realizou nesta mui leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, de 17 a 24 de julho de 1955, foi a maior, a mais imponente das assembléias desse gênero, já efetuadas em todo o orbe católico.

A Prefeitura Municipal desta cidade, tomando de ombros um notável empreendimento, conseguiu construir, com desmontes do Morro de Santo Antonio, a magnífica esplanada, onde teve lugar o grande certame. Duvidou-se, de começo, que se pudesse fazer área, tão espaçosa, em tão curto tempo. Mas Deus, decerto, ouviu as preces dos que se interessavam pelo local. Levantou-se, no fundo, na parte que toca a orla do mar, o Altar-Monumento, que se protegeu por uma enorme bandeira pontifícia. Neste Altar, ardeu, por sete dias, um círio monumental. Para acomodação dos fiéis, fizeram-se bancos cuja extensão daria uma fila de 96 quilômetros de comprimento.

No dia 17 de julho, realizou-se a procissão soleníssima da imagem de N. S. Aparecida, a padroeira do Brasil, procissão esta que, partindo da gare da Estrada de Ferro Central do Brasil, se destinou à praça do Congresso. Este cortejo arrastou perto de um milhão de pessoas.

O céu era riscado pelos refletores da Marinha de Guerra, projetando-se no escuro da abóbada celeste as cores do arco-íris. A procissão marítima de transladação do S.S. Sacramento, de Niterói para o Rio, esteve deslumbrante. O ostensório foi conduzido a bordo do caça-submarino "Grajaú". Em 24 de julho encerraram-se os trabalhos do Congresso.